ERRATA sobre o Caderno de Resumos de 2015 

Informamos que houve um erro nos cadernos de resumo de 2014 e 2015.
O resumo da comunicação "Agostinho e a Vontade na interpretação de Hann Arendt" do expositor Pedro Henrique Pereira da Silva (UFSJ) da mesa 21 de quarta-feira (09/04/2014) não constava no Caderno de Resumos do Encontro de 2014, mas sim no Caderno de Resumos do Encontro de 2015; e o resumo da comunicação "Amor ao próximo: compreensões arendtianas acerca da vida em sociedade no pensamento de Agostinho", que foi enviado para o Encontro de Filosofia de 2015 não constava no Caderno de Resumos de 2015.

Os dois Resumos seguem abaixo

Pedro Henrique Pereira da Silva (UFSJ)


Comunicação enviada em 2014
Título: Agostinho e a Vontade na interpretação de Hannah Arendt

Considerado por Hannah Arendt como o primeiro filósofo cristão e o primeiro que recorreu ao místico na compreensão de questões filosóficas, Agostinho elaborou um conceito de Vontade, que será analisado neste trabalho. Com base em suas reflexões, Arendt aponta que o interesse inicial pela Vontade se dá pela investigação sobre a causa do mal, e que partindo da Epístola de Paulo aos Romanos, Agostinho chega ao fenômeno da faculdade de sua escolha. Esta jaz em função do velle e nolle, o querer e o deixar de querer. Ao refletir sobre seus conflitos, descobriu ser errônea a interpretação de Paulo sobre uma luta entre carne e espírito. O problema não está na dupla natureza do homem, mas no próprio exercício da Vontade. Com efeito, esta provém do conflito das que com ela coexistem, mas que não deixam de ser uma só, que se transforma na sua plenitude em Amor. 


Palavras-chave: Vontade; Querer; Amor.





Comunicação enviada em 2015 

Título: Amor ao próximo: compreensões arendtianas acerca da vida em sociedade no pensamento de Agostinho


O presente trabalho busca explicitar as análises da pensadora Hannah Arendt acerca das proposições agostinianas para a vida em sociedade. De acordo com Arendt, Agostinho chega à conclusão de que a Felicidade almejada pelo homem somente concretiza-se sem a ameaça de um devir; logo, na eternidade. Com efeito, por meio da rememoração o homem remete-se à sua origem, tendo a possibilidade de compreender o sentido de sua vida no mundo, estruturada a partir da sua dependência em relação ao Criador. Dessa maneira, descobrindo-se enquanto criatura e vivendo como se não estivesse no mundo, relaciona-se com o próximo a partir da caridade: uma relação fundada no amor infinito de Deus.